encarregar

Certifico que o Ajudante Manoel Alvarez Ribeiro está morando, e asistindo nesta Fortaleza ensignando, e exercitando os soldados della, no manejo das armas, e formatura dos esquadroins e em minha aubzencia e do Capitam Lucas gonsalvez Pays, tem ficado muitas vezes por cabo, e a seu cargo as moniçoims, e petrechos da Artilharia, no que se ouve sempre com bom prossedimento, e satisfaçam, e da mesma sorte se ha no mais que se lhe emCarrega do Real Serviço, por cuja rezam se faz digno da honra, em que Sua Magestade for servido fazer lhe (SCI, 1710, 05, 012); O Adjudante do nominado Antonio vieyra, sabe muyto bem, naõ he dos que melhor assistem a Sua obrigasaõ, nem dâ boa conta das deligençias que se lhe emcarregaõ, por ser filho da Terra (PER, 1710, 06, 025-026); Diz Jozé Pinheiro Salgado, Morador na Freguesia da villa de Serenhem, destricto da Cappitania de Parnambuco, Villa de Santo Antonio de Rosife, Capitam das Infanterias das Ordenanças da mesma villa de Serenhem, de que he Capitaõ Môr Manoel de Barros Vanderlis, que elle suplicante he muitas vezes encarregado pelo dito Capitam Mor de varias ordens do Real Serviço por toda aquella Freguezia na distancia de seis legoas (REC, 1792, 19, 013).

Formas Documentadas

emcarrega (1), emcarregaõ (1), encarregado (1).

Frequencia Global

3

Registros em:

Vila de Santo Antônio – PE

Transcrição

Juntandose outro requerimento que o suplicante fez a este respeito
Pasa odespacho da Fazenda Lixboa 16 de
Junho de 1792
Fiat Justitia
Passe a Provizaõ requerida Lixboa
21 de Junho de 1792
Senhora
Diz Jozé Pinheiro Salgado, Morador na Freguesia
da villa deSerenhem, destricto da Cappitania de Parnam-
buco, Villa deSanto Antonio de Rosife, Capitam das Infanterias
das Ordenanças da mesma villa deSerenhem, deque he Ca-
pitaõ Môr Manoel de Barros Vanderlis, que elle suplicante
he muitas vezes encarregado pelo dito Capitam Mor de varias
ordens do Real Serviço por toda aquella Freguezia na dis-
tancia deseis legoas, ealem disso he Administrador de dous Enge-
nhos denominados oAnjo, em que rezidem cento e vinte e
oito Escravos seus, e alheos, sendo obrigado a hir aVilla
de Rosife na distancia de mais de dezaseis legoas ajustar
as suas contas com os donos do mesmo Engenho, e a tratar
outros negocios seus, como tambem ahuma Serra deserrar
madeiras, etaboados, que tem sua propria na distancia de
mais de tres legoas; e porque nestas jornadas, que de ordinario
sefazem de noite para milhor commodide, epor causa do
rigor doSol, leva com sigo homens de dinheiro seus, e alheios,
ehe obrigado a passar por matos, e lugares despovoados, em
queha facinorozos, e salteadores, que costumaõ atacar os Passa-
huã via
Passageiros. O suplicante para se poder livrar, edefender desses
insultos, epara poder fazer as ditas jornadas com toda a segu-
rança preciza se vê obrigado a recorrer a VossaMagestade, para que
lhe faça a graça de lhe conceder Provizaõ para nas sobreditas
jornadas poder uzar, e levar armas curtas, principalmente
Pistolas nos Coldres dasella, ou à cinta tellas em sua
caza, cuja graça VossaMagestade tem concedido por semilhantes
motivos a outros vassallos da mesma Capitania.
Pede aVossaMagestade lhefaça à graça que
supplica por sua Real Provizaõ, atten
didas as justas razões expostas.
Como procurador
Miguel José Fernandes Espera Receber Merce

Arquivo da Transcrição

Crédito

Créditos: Arquivo Público do Estado de Pernambuco

Manuscrito: Carta Pública

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