nove

Decalro que tenho hú Caro bom Com duas juntas de boẏ e Caretam tenho mais Corenta e nove Cabeças de gado (SPO, 1791, 04, 026).

Formas Documentadas

nove (3).

Frequencia Global

3

Registros em:

São Paulo

Transcrição

[Testamento particular de Antonio Valente Porto – 1791]
Em nome da Santicima Trindade Padre Filho Esp | erito Santo Trez pessoaz destintas ehú Só Deos <1> | | [etiqueta catalogação TJSP] | Saibam quantos estes estromentos virem Co | mo noano donascimento deNosso Senhor Jezus Cristo de 1791 | aos 22 de Março nas cazas deminha morada eu | Antonio Vallente Porto estando emmeu per | feito juizoeentendimento que nosso Senhor medeu tem- | endome damorte edezejando por minha alma no | Caminho daSalvaçaõ, pornaõ, saber oque noço Senhor | de mim quer fazer equando será servido Levarme para | si faço este testamento naforma seguinte. || Primeiramente em | Comendo minha alma aSanticima trindade que a Creou | erogo ao eterno Padre que pela morte deseu unigen | ito filho aqueira reçeber eavirgem Maria Senhora | noça ao anjo deminha goarda aoSanto de meu no | [m]e eatodos os Santos eSantas daCorte do sėu, Se- | jam meus emtreçesores quando aminha alma deste | mundo partir para que vá gozar dabem aventurança | para que foi [quirada] porque Como verdadeiro Cristam pro- | texto morer eviver nasanta Fé Catolica e Cre tudo | que tem eCer aSanta mader Igerja romana emCu | já fé espero Salvar aminha alma pellos mereci- | mentos dapaxam emorte demeuSenhor Jezus Cristo. || 1 v. || DeCalro que Sou naturar da freguesia deSanta Maria deA | rifana bispado do porto filho Legitimo de Domingos | de Souzas ede Joana gomes. Decalro que sou Caza | do Com Joana deoliveira, Com aqual tenho gastado | em hú Crime demorte que selhe im putou tres mil etantos | Cruzados eesta mesma minha mulher sem eu para todas | cauzas Liver jado Crime fugio Levando, digo tendo fei | to do monte ogasto asima dito. Decalro tenho dois | filhos e Sinco filhas aos quais Constituo meus erde- | iros forçados. Decalro que emtodo omonte há [dovio] | daCotia hú sitio Com [?] Lego em Coadra deteraz | sem penção. Decalro que tenho afablica deinge- | nh[borrão]a donde se acha hú Lanbique bom e duaz pipaz || Decalro que tenho roda e prença eomais preçizo | para afablica defarinha eos mais moveis debaz[corroído] || Decalro que tenho hú Caro bom Com duas juntas debo- | ẏ eCaretam tenho mais Corenta e nove Cabeças deg- | ado. Decalro que tenho Sinço escravo aSaber Joaõ, | Joaquim Viçente Catherina Maria – Decalro que devo | de restetuirçam Corenta ehú mil reiz os quais naõ sei a | quem devo restetuir ehé aminha: ultima vontade que Sedepara fa- | zer algumas obras [naigerja] apara alguns ornamentos || 2 r. || Daaldeia da Nossa Senhora daescada debaureri. Decalro | que devo mais seis mil reis a Joaõ daSilva oaseus erde- | iros os quais [izistes] no Cuyaba os quais sedeve pag- | ar do monte por ser divida Contraida nasua ademe- | nistraçaõ. – eos Corenta ehú jareferidos devem | ser pagos daminha metade. Decalro que quando Cazei naõ | tive dote algum eminha mulher anda [a]uzente a- | vinte annos sejulgar justos visto ogasto que jafis | Com ela que aja repartiçaõ debeins separtira enter | mim iela todo omonte eporque noque me cabe as duas p | artes sam dos meus erdeiros neseçarios eso a força he | minha della disponho pello modo seguinte. Deca- | lro que nomeẏo eemtestuo por meu erdeiro univer | sal detudo aque despois depagas as minhas dividas | e Compridos os meus Legados restar daminha fazenda | ameu filho Agostinho Valente Porto epormo- | rte d este aminha alma DeCalro que dexo foro | ao escravo Joaõ, ao sulutamente e sem pençaõ algu- | ma. [espaço] Rogo aSalvador rodriguez a Ignaçio [Leite Pe-] | nteado. ea Joaõ. Leite Penteado que percerviço de | Deos queiram ser meus testamenteiros. Ordeno que || 2 v. || que omeu Corpo seja serpurtado na aldeia de Nossa | Senhora da escada debaureri eno abito da religiaõ de Sao | Francisco epara ser emterrado nadita Igreja e em Commendado | pello Vigario della sepedira Liçença ao Reverendo Vigario daCo | tia donde sou fregues aoqual sepagara os seus direit | os por minha alma dexo tres miças ditas nodia do- | meu faleçimento eo depois drentro dehú. mes se diraõ- |mais vintemiças de esmolas depataca aque tudose | sastifara domonte mor dexo mais vinte miças po | r aquelas peçoas vivas e defuntos Com quem tive tra |tos e negocios. pela minha alma quero que setome | oito bullas dedefuntos. para mais des inCarregar m- | inha emConçiencia seasinaraõ Contra bullas de | Compeçiçaõ deixo de esmoLas aNossa Senhora daesca | da da aldeia debaureri des mil reis detodos os meus b- | emis [defora] emventarios [amigueis] emtres meu testa | menteiro etres peçoas deprovidencias, sera obrigado [me] | u testamenteiro adar conta domeu testamento no | tempo dehú. anno, eporquanto esta he minha | ultima vontade rogo ajustiça desua magistade ofaça | Compri naforma dita epor naõ saber [espaço] ler nem | escrever rogo ao esCrivaõ que asigne por mim Aldeia | de Baureri 23 deMarço de 1791 || [Crus [corroído] de Antonio valente Porto] || 3 r. || Agostinho valentePorto que este fis easignei aro | go dotestadou || Manoel deSouza dos Santos || [muda a caligrafia] Aprovassaõ || Saybaõ quantos este publico Instrumento de aprovassaõ | de Testamento Virem, queSendo no Anno doNascimen | to de NossoSenhor JESuschristodemil Setecentos | noventaehum, aos Vinte etres dias domes de Abril | do dito anno, nestaCidade de Sao Paulo, emmeo Escritorio | ondefoi vindo Antonio Valente Porto, epor elle que re | conhesso pelo[prio] deque fasso menssaõ edoufé, emSeo | perfeito Juizo, aomeu [parecer], mefoidado, essepapel | dizendome Lera o Seo SoLemne Testamento, eemprezen | [ç]adas Testemunhas abayxoasignadas deClaradas me | requereo, que paraesse dito Seo Testamento derradeiro |eultima Vontade, ter toda avalidade, Seaprovasse | etomando lho, oCorri pelos olhos, eachey na Segunda pagi | na – regras [?], achey huma entre Linha que dis, que | deu quarenta mil reis de restrissaõ a Antonio Jozê daqual | senao sabe nem deLe, nem de seos Erdeyros, eSem Embargo, | de que dentro naescrita naodeClaraaquém, amargem, | dis que aAntonio Jozê esse Capital foi [Liberado] empre | zenssadasTestemunhas aConssentimento doTestador, | Comotaobem naterceira pagina, napasagem ondedis: | Carro, Seacha uma [regra] etem quatropaginas escritas | enaquinta humaregra, eoSignal de Manuel desou | zadosSantos, ondeprencipia ena aprovassaõ qui | fora escrita por Agostinho Valente Porto, eelle | Testador assignara Comosignal dehuma Cruz deque | [?] pornaoSaber Ler, nem esc[re]ver, que o reconhe | seo, e onumerei, erubriquey Comaminha rubri | ca quedis Araujo, eoaprovo tudo quanto oDi | reito mepermite em [razao] demeuoficio, eaqui | assignou omesmoTestador Comoseu Signal dehu | maCruz, easTestemunhas Jozé JoaquimdaCosta | Antonio Pinto daSylva, Ignacio Fernandes Ara | nha eAntonio daSylva Machado [?] Pereira | Magalhaeñs eeu o fasso demeos Signais publicos | erazo – nestacidade deSaoPaulo emomesmo dia | mes eanno Supra deClarado - || [Sinal de Antonio Valente Porto] || Jozê Joaquim daCosta || Antonio Pinto daSilva || Joaõ Pereira Magalhaeñs || Ignacio Fernandez Aranha || Antonio daSilva Maxado || Em testemunho deVerdade || Antonio deAraujo Toledo

Arquivo da Transcrição

Crédito

Códice E11571 do Arquivo do Estado de São Paulo

Manuscrito: Testamento

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